domingo, 26 de março de 2017

Você conhece a Antropologia?

A antropologia surge como ciência em meados do século XVI com a expansão colonial européia. Rousseau e Hobbes mais tardiamente formularam duas percepções importantes sobre o ser humano. O primeiro vê o homem como bom e a sociedade o corrompe, já o segundo entende que o homem é naturalmente mal e a sociedade o “acerta” por meios deontológicos ou legais. Mas o que é Antropologia? É uma ciência que se caracteriza por fazer todo um inventário das culturas, dos povos, das etnias e sociedades que existem ou existiram. No sentido que busca igualmente elucidar as diferencias e peculiaridade de cada cultura, de modo a não buscar um “certo”, mas, sobretudo, registrar o que se percebe.                                  
A transmissão, o condicionamento, os padrões, a estrutura de relações sociais, a interdependência entre sujeitos e coletivos, a diferenciação entre natureza e cultura, são aspectos relevantes do trabalho antropológico. Em que medida uma raça pode ser considerada verdadeira ou é por outra via muito mais uma construção histórica é outra questão ligada a esse trabalho. Em última medida a antropologia não busca apenas o fato, o evento em si que os seres humanos estão envolvidos, porém, sobretudo, o que os fez estar ali, como e porque fizeram aquilo, se foi um fator cultural, biológico, social, étnico, intelectual. A diversidade humana pode não ser sinônimo de atraso, em que pese uma forma nova de viver.                        
O antropólogo possui três funções essenciais. Primeiro, sua maior ocupação é a etnografia quando efetua a descrição de um povo. Segundo, trabalha com e etnologia que se delimita a descrever e a comparar dois povos. E, por fim em terceiro lugar sua referência principal é a antropologia, a qual analisa vários povos a nível local e inventaria isso, formula questões reflexivas sobre tal experiência. Nesse âmbito, o ofício do antropólogo se da através de pesquisas indutivas, in loco (no local), para um nível mais geral. Em outra medida, ele se interessa por alguma problemática social e decide estudar as características daquilo. Para isso irá formular hipóteses, entrevistas, questionários, teorias e ajudar na escrita da história.                       
Um problema importante na antropologia é o etnocentrismo. O qual significa colocar uma cultura como centro de tudo, a mais notável e elevada. Historicamente isso se verificou com o arianismo de Hitler, por exemplo. Contudo, não é preciso tanta complexidade para entender tal questão, pois, com efeito, quando defendo que “o sul é meu pais”, também estou valorizando o etnocentrismo, uma vez que esta cultura sulista seria melhor que o restante do país “preguiçoso”. Isso se opõe ao multiculturalismo, visto que esse possui a diversidade cultural como valor. 
A antropologia possui relação com a filosofia no sentido que as duas não buscam apenas os fatos humanos, mas, uma explicação destes, suas justificativas. Com métodos de pesquisa bastante práticos a antropologia vai a campo observar os diversos grupos culturais existentes, isso depois de uma leitura teórica sobre o tema em questão. Dessa forma a filosofia por outra via pode dar esse suporte teórico.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A sorte, fortuna como destino de vida em Sêneca

         A fortuna não pode construir uma vida, apenas delinear seus contornos, colocar alguns adornos. Lembrando que fortuna na Antiguidade clássica tem o mesmo sentido que o conceito de sorte, acaso, o qual estará presente nesse texto e será usado da mesma forma. Ao longo de suas obras Sêneca irá chamar de fortuna ou destino as questões que nos aparecem no decorrer da vida sem que tenhamos planejado estas. Estes fatos certamente influenciam as tomadas de posição que os sujeitos irão ter em suas vidas, no entanto, à medida que isso não somente influência, mas determina a decisão a ser efetuada não temos mais uma vida livre e baseada no conceito de obra de arte. Temos, sim, uma vida determinada que a qualquer momento seguirá determinado caminho se a fortuna se fizer presente. Isso faz com que a pessoa esteja sempre esperando algo inusitado lhe ocorrer, um algo além de si, ou um messias que irá resolver seus problemas de forma dinâmica e perfeita.                                           
         O problema desse tipo de procedimento de vida é que a pessoa simplesmente não age, uma vez que espera sempre algo lhe ocorrer, e, por conseguinte, salvar instantaneamente. Nesse sentido o ponto a ser enfatizado é que ela não trabalha o melhor de si, o que suas potencialidades poderiam lhe render. Cuidar de si implica constituir-se como senhor de si mesmo, primeiro tomando o seu próprio ser como objeto de estudo e reflexão, para em seguida agir socialmente. Tudo o que a pessoa observar em seus amigos e sociedade pode antes de ser ressaltado neles, se antes interiorizado no próprio sujeito, visto que um mal no outro ser pode ser criticado em grande medida por mim se eu tiver legitimidade para tal, na maioria das ocasiões. É engraçado aquele tipo de sujeito que observa diversas pessoas com variados tipos de problemas, os quais ele possui de forma até mais agravada, porém elabora uma lista veemente de críticas, ou devemos chamar de fofocas e piadas inócuas.                         
      A vida de pessoas do gênero não será longa, prazerosa, nem sabia, uma vez que não se dispuseram a ser artistas de si e do mundo, muito menos se aproximar da sabedoria. Dessa forma “[...] aquele que empata todo o seu tempo em proveito pessoal; que dispõe de cada dia como sendo o último, ele não prorroga nem teme o amanhã.” (SÊNECA, 2007a, p.39). É loucura temer o que não se está em proximidade conosco, especialmente se depende em grande medida de outras pessoas, de tal modo que mesmo as próprias ações são incertas se arquitetadas, quem dirá então o que está mais ao alcance alheio do que ao nosso. Esse tipo de fato causa muita frustração à pessoa que não tende a se aproximar da sabedoria, no sentido que o sábio está constantemente ao lado da moderação, da justa medida no que tange raramente ser tomado de assombro pela fortuna, portanto, deve praticar a sabedoria diariamente ao lado de pessoas com tal arcabouço em que pese ela não é inata.                           
      Ainda sobre essa longitude de vida, para ser considerada longa depende muito mais da intensidade e forma com que se vive do que propriamente a extensão em anos. Uma pessoa que viveu muitos anos viveu bastante, por sua vez, uma pessoa que viveu de acordo com a virtude é sabia. A quantidade de anos tende a aumentar as possibilidades de se viver muitas coisas, porém se mal administrada gera um nível de transtorno elevado. Quão trágico não é para um sujeito viver diariamente em uma atividade como o trabalho manual quando sua verdadeira paixão são as letras e vice-versa. Isso nos parece estar distante dos desígnios de uma vida bem vivida, feliz. Não é possível fazer tudo e a todo o momento sem nenhum tipo de sofrimento ao longo da vida, até porque um tanto de pena ao longo das ações torna mais gratificante o resultado final, nisso também implica a liberdade. Porém é preciso cuidado em afirmar que determinado fardo é necessário para a vida, ao menos até o momento em que se arrumar algo melhor para fazer.         

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Gênio Dostoiévski

Pode-se afirmar que a literatura russa sempre foi aplaudida em meios acadêmicos. Talvez, principalmente na filosofia. Há um entre tantos ótimos escritores que sagrou-se como o mais importante romancista, seu nome era Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski. As obras que o autor legou à humanidade, são de grandeza e intensidade filosófica notáveis. Nelas, o leitor poderá deparar-se com muitas questões que preocuparam e ainda preocupam os estudiosos do existencialismo. Suas personagens heroicas trazem consigo tal senso investigativo, que tão bem caracteriza os filósofos. Uma delas, Ivan Karamazov, em Os Irmãos Karamazov (1880), expõe o célebre enunciado “se Deus não existe, tudo é permitido”. Dessa fala, surgem discussões que, diga-se de passagem, bem parecem intermináveis. E é justamente esse exercício, feito por suas personagens, que não conclui e percorre novas possibilidades, que aproxima-se com o que entendemos como filosofia.
Como bem escreveu Albert Camus, Dostoiévski simplesmente não se satisfaz em responder se a existência é mentirosa ou se ela é eterna, ele ilustra as consequências dessas reflexões na vida humana. Estando para além de filósofo, sendo dessa forma artista.

Não que só ao findar das férias se “volte a ler e estudar”, no entanto (aos que se interessarem), indico este gênio para leitura. Principalmente àqueles que ainda não tiveram contato com o escritor. Por fim, que seria da senhora filosofia sem a conhecida literatura?

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Máximo Górki e “Os Inimigos”

Máximo Górki é um autor russo do século XX que participa de vários movimentos revolucionários russos ao longo de sua vida, excepcionalmente nos anos de 1915, de tal forma que sofreu perseguições, censuras e prisões. Tem proximidade intelectual com Tolstói, por exemplo, o que por si só já demonstra sua relevância intelectual. Nesse sentido vamos debater aqui alguns elementos de uma obra sua chamada “Os Inimigos”. Nela há uma construção de diversos tipos psicológicos de personagens estereotipados, que poderiam agir em sociedade no que tange sua transformação. Além disso, ocorre uma reflexão sobre o trabalho, sobre a dignidade humana em relação ao que se está fazendo com a vida, o tempo que se gasta/investe em cada atividade, qual o papel do dinheiro, das amizades, do conhecimento como emancipador, das indústrias, do capitalismo, do governo, nesse contexto. Talvez caiba uma conexão marxiana aí.                                                                                                                        
Górki escreve em forma de literatura, não obstante o tanto que se pode perceber de filosofia em seus escritos é impressionante. Nesse romance em especial podemos notar que há uma forma de investigação minuciosa sobre um suposto assassinato cometido por um operário e daí decorre uma série de hipóteses para encontrar o culpado. Cabe ressaltar que o morto, dono da fábrica, e, portanto, um possível chefe opressor não tem tanta atenção tomada para si, mas, que a ênfase está mais em ressaltar aspectos de sua vida, e, dessa forma se era válida uma investigação sobre isso, pelo menos esta é a versão que circundava em meio aos operários. Já, pela parte da polícia o crime era orendo e deveria ser solucionado, embora não tanto pelo fim de uma vida, mas, sobretudo, por ser um personagem social importante, assim se ele fosse um simples operário sua relevância seria possivelmente diminuta.                          
Os personagens principais que ocupam posições mais elevadas em geral só estão preocupados com seus “umbigos”, o lucro de amanhã, o que irão vestir. Em última instância temos uma obra de dualidades, opressores, oprimidos, justiças, injustiças, sujeitos que tem de lutar por sua sobrevivência e outros que tem ela mais tranquila, facilitada. Um belo panorama das desigualdades sociais russas do século XX é retratada na obra. Nesse ínterim, indagamos se o valor da vida humana se encontra nos cargos e posições que ocupamos? Cada pessoa não deveria ser respeitada e valorizada por si só? Os sistemas sociais em que vivemos hoje são necessários e diferentes dos da época? Seria possível ser diferente? Como? Por quê? Saia do seu quadrado!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Qual a relação entre filosofia e corrida?

       Caso você corra ou pratique algum esporte esse breve texto irá lhe parecer um tanto interessante. Uma vez que pensar numa justaposição entre filosofia e corrida, apesar de parecer algo de certa forma estranho no início, afinal uma atividade exige esforço físico e a outra mais esforço mental, à medida que se estuda tal assunto, se encontra vários pontos em comum. Correr pode ser um exercício mental, vamos uma usar expressão mística para defini-lo como “uma espécie de purificação”. Já a prática da filosofia é uma espécie de bengala a quem se dispõe aprender as grandes questões que permeiam a humanidade, as vicissitudes do mundo, a buscar o saber.                                                           Os benefícios físicos do exercício certamente você já deve estar ciente, como perder peso, manter o colesterol em equilíbrio, o diabetes no nível certo e ficar “lindão”. Não obstante, correr também envolve persistência mental, superação de limites, algo como um nirvana. Talvez quem utilize medicamentos alucinógenos entenda mais especificadamente tal questão, ao menos foi o que disseram médicos americanos ao estudar o fenômeno da corrida, quando afirmaram que o estado corporal caracterizado pela liberação de adrenalina nos momentos intermitentes ou finais da corrida são semelhantes ao de sujeitos que fumam maconha. Maluco isso, não!                                              
       A filosofia já foi definida por muitos estudiosos, o que não cabe fazermos novamente aqui, dado que seria mais uma definição, apenas. Quando se vai praticar a corrida se pode fazê-la por recreação, por competição ou uma ambivalência entre ambas. A concentração para qualquer exercício é fundamental, a justificativa para fazer “a” ou “b” é outro aspecto primordial para o sujeito, independente de visar resultado ou não, pois quem não cuida de seu corpo pode contrair lesões nesse caso. Os gregos prezavam bastante pelo cuidado do corpo como trampolim às outras atividades da pólis. É o velho ditado “corpo são, mente sã” e vice-versa se fazendo presente. Aprender o movimento das passadas, a respiração constante, os limites do corpo são itens que emergem ao longo da prática esportivo-filosófica. Entender porque um treino não teve êxito, ou mesmo por ter dado certo, pressupõe reflexão. Nesse momento a filosofia aflora com grandeza.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Mito de Prometeu

A partir dos escritos deixados por Hesíodo foi dada a Prometeu e a seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu ficou encarregado da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la. Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro. Mas como Epimeteu gastara todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu. Este então roubou o fogo dos deuses e o deu aos homens. Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos uma Águia dilacerava seu fígado que todos os dias, regenerava-se. Esse castigo deveria durar 30 000 anos. 

 Prometeu foi liberado do seu sofrimento por Hércules que, havendo concluído os seus doze trabalhos dedicou-se a aventuras. No lugar de Prometeu, o centauro Quíron deixou-se acorrentar no Cáucaso, pois a substituição de Prometeu era um exigência para assegurar a sua libertação.

 Hesíodo foi um poeta grego da antiguidade geralmente tido como tendo estado em atividade entre 750 e 650 a.C. por volta do mesmo período que Homero outro grande poeta responsável por duas obras famosas: Ilíada e Odisseia.

 Tratando do mito de Prometeu outro poeta chamado Ésquilo que bebe das obras de Hesíodo e faz algumas alterações indagando, que além de ter roubado a chama dos deuses Prometeu ensinou aos homens as artes da civilização como a escrita, a matemática, a agricultura, a medicina e a ciência. O maior feito do Titã pela humanidade, no entanto, parece ter sido salvá-la da destruição completa.

 Na literatura moderna quando retomado o mito de Prometeu o colocam como figura que representa a vontade humana pelo conhecimento (mesmo tendo que passar por cima dos deuses). A captura do fogo é vista como a busca do conhecimento pela ciência. 

 Após explorar o mito de Prometeu analogamente pode se indagar a respeito dos limites da desobediência do Titã: Quais os efeitos do conhecimento para a humanidade neste momento? Quais os efeitos da tecnologia? A humanidade está mais feliz?
O mundo hoje é um lugar melhor graças a ciência e à tecnologia?

Fazemos compras e navegamos na internet mas, ao mesmo tempo nos sentimos mais vazios, mais sós e isolados uns dos outros do que em qualquer outra época. Tornamo-nos uma sociedade artificial.

 O trabalho é chato; as férias, estressantes.
Nos endividamos nos shoppings para comprar mais coisas e tentar preencher as lacunas em nossas vidas. Não admira estarmos desorientados.

Procuramos um significado... mas que significado?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

QUAL O VALOR DA VIDA BOA?

VIVER BEM E TER UMA VIDA BOA SÃO DOIS TEMAS IMPORTANTES NO QUE TANGE AS RELAÇÕES HUMANAS, SEJA CONSIGO MESMO OU EM RELAÇÃO À OUTREM, QUE REQUEREM UMA CERTA DISTINÇÃO. TER UMA VIDA BOA SIGNIFICA FALAR EM CONDIÇÕES PRÓS QUE TENDEM A AUMENTAR A QUALIDADE DA EXISTÊNCIA DO SUJEITO, POR SUA VEZ VIVER BEM SERIA UM ESTÁGIO EM QUE A PESSOA NÃO APENAS TEM CONDIÇÕES MATERIAIS, FÍSICAS, PSÍQUICAS, MAS, SOBRETUDO, AS UTILIZA DA MELHOR FORMA POSSÍVEL DE ACORDO COM SUAS POTENCIALIDADES. ISSO SEM SE OLVIDAR DA ÉTICA E DA MORAL, DE TAL MODO QUE A ÉTICA SEJA UM REFERENCIAL PARA SEUS PRINCÍPIOS, ENQUANTO A MORAL A AUXILIE NA CONVIVÊNCIA COM A SOCIEDADE, OU PODEMOS CHAMAR DE AGIR MORAL.                                       
  ESSA VIDA DEVE SER BOA NO SENTIDO MAIS CRÍTICO, A QUAL O SUJEITO SE ORGULHE DE TER VIVIDO, RESSALTANDO O PERCURSO, A CAMINHADA, COMO FATOR DE DESTAQUE, E, NÃO SIMPLESMENTE UM ÊXITO FINAL. VIVER CADA MOMENTO COMO LHE FOR POSSÍVEL, EM QUE PESE UMA VIDA INTEIRAMENTE BEM VIVIDA SÓ SE CONSEGUE POR MEIO DE UMA TRAJETÓRIA. AINDA, DE ACORDO COM A RESPONSABILIDADE QUE DEVEMOS TER POR CADA SER HUMANO EM SUA PRÓPRIA PESSOA, NÃO SIMPLESMENTE PORQUE O OUTRO PODE SER UM EU NUMA PRÓXIMA SITUAÇÃO, NÃO OBSTANTE, DEVIDO AO FATO DE QUE AQUILO É O CERTO E AGINDO ASSIM ESTAREI FOMENTANDO UMA ÉTICA E MORAL DIGNA DE REVERÊNCIA E PASSÍVEL DE PRAZER.        
UMA REALIZAÇÃO NÃO RECONHECIDA CERTAMENTE NÃO TORNA UMA VIDA BOA RUIM, MESMO QUE UM OBJETIVO NÃO TENHA SIDO PROPRIAMENTE ALCANÇADO, VISTO QUE A PERFORMANCE DO SUJEITO FOI BOA, BASTA QUE ELE TENHA CIÊNCIA DISSO E VIVA SUA VIDA COMO UMA OBRA DE ARTE, E, PORTANTO, ABERTA A INÚMERAS POSSIBILIDADES. NESSE SENTIDO, SE PREOCUPAR EM TER A TODO PANO UMA VIDA BOA SEM QUE ISSO ESTEJA ALIADO AO VIVER BEM É UM ATO QUE NÃO LEVARÁ A CONTENTAÇÃO, VERIFICADO NUM MOMENTO DE REFLEXÃO FINAL NO SEXAGENÁRIO DA EXISTÊNCIA. MAS, FICA A PERGUNTA DE O PORQUÊ UMA VIDA BOA NÃO PODE SER COMPLETA NELA MESMA DE ACORDO COM A RESPONSABILIDADE POR MIM E PELO OUTRO NUM REGIME DE PRAZERES?  FUGINDO DA IDEIA DE UMA ETERNA FELICIDADE NUM MUNDO ALÉM.